Tipos de Cerdas e Origens dos Pelos
Cerdas

•
São os fios colhidos do porco ou javali, facilmente identificados pela
finalização da extremidade em duas ou mais pontas. Determinamos a origem
das cerdas de animais que se protegem das variações climáticas por meio
de uma camada de gordura ou do próprio couro.
• Com coloração branco natural, branco alvejado ou gris, são bastante
resistentes e indicadas para diversos tipos de tinta. Devido à
finalização múltipla dos fios, os pincéis de cerdas carregam uma maior
carga de tinta na ponta, promovendo mais rendimento na cobertura da
superfície. São indicados para pintura em tela, tecido e também para
aplicação de fundo em diversos materiais.
• Efeitos especiais são conseguidos explorando a textura da cerda, como
pinceladas demarcadas, estriamentos, texturas com massas, pátina, decapê
e outros recursos.
Pelos

•
São fios colhidos de animais que utilizam o volume de pelos para a
proteção das variações climáticas. São identificados pela sua forma
cilíndrica e finalização cônica nas pontas. A extensão da finalização
cônica e o volume da "barriga" podem variar de acordo com a espécie
animal.
• A concentração da tinta ocorre na base (raiz) dos pelos, o que chamamos de "tinteiro do pincel".
• Com essa característica, exploramos a ponta para pinceladas precisas e
desenhos diferenciados, de acordo com o formato do pincel.
• Com várias colorações, são indicados para uso com diversos tipos de tinta.
• Dependendo da origem animal, possuem maior ou menor flexibilidade,
como também espessuras variadas e diferenciação na porosidade.
Pônei: pelo suave, macio e de grande porosidade. Ótima retenção de tinta no tinteiro
do pincel. Indicado para tintas aguadas e suavização de pinceladas.
Orelha de boi: pelo suave, flexível, resistente e de
ótima precisão no traço. Selecionado e tingido, atende às necessidades
dos artistas nos vários formatos de montagem. Indicado para diversos
tipos de tintas.
Marta ou Zibelina: pelo suave, flexível e com ponta
cônica prolongada, definindo os traços com maior precisão. Com coloração
em tons de vermelho, é colhido da cauda do animal devido ao
prolongamento dos fios. Indicado para uso com diversos tipos de tinta,
na ilustração da pintura e no acabamento.
Esquilo: pelo suave, flexível e de grande porosidade,
com ponta cônica prolongada, promovendo traços precisos e contínuos. De
coloração variada, é colhido da cauda do animal, onde atinge os maiores
registros de comprimento de pelos. Oferece alta retenção de tinta no
tinteiro. Indicado para uso com tintas aguadas e suavização de
pinceladas.
Filamentos Sintéticos

• Produzidos em nylon extremamente fino, são resistentes e flexíveis.
• Acompanham a forma cilíndrica do pelo com o acabamento cônico na ponta.
• São uma grande tendência, estimulando a evolução das tintas à base de água.
• Devido ao tipo de composição na fabricação, os filamentos sintéticos
oferecem condições de formatos diferenciados, cada vez mais técnicos,
respondendo às exigências dos artistas nos vários estilos de pintura.
• Indicados para tintas à base de água. Seu uso, com os diversos
formatos, complementa ilustrações e produz efeitos especiais de
pinceladas, sendo indispensáveis na pintura decorativa.
Composição da Virola

•
As virolas são cintas metálicas que unem a ponta ao cabo. Podem ser de
alumínio polido, latão cromado ou niquelado, aço niquelado, plástico e
outros materiais. Nos pincéis artesanais, ainda encontramos o uso de
virola de talo de pena.
• Em geral, têm a forma cilíndrica com a finalização cônica em uma das
extremidades, para a montagem da ponta e definição do número do pincel. É
a estrutura central do pincel que define o formato, ancorando a ponta
ao cabo.
Composição do Cabo

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Os cabos dos pincéis podem ser de madeira, bambu, acrílico, plástico e
outros materiais. São especialmente projetados para o conforto no
manuseio.
• A matéria-prima é previamente tratada para evitar a deterioração.
• O acabamento da pintura, em diversas cores, facilita a identificação
das famílias dos pincéis. O laqueado em verniz valoriza o cabo e aumenta
sua impermeabilização.
• Por meio da logotipia do cabo, encontramos as informações do pincel
quanto à sua composição, referência, número, fabricante e leitura de
barra.
• O cabo determina o equilíbrio e a estabilidade do pincel. Deve ser
adequado à virola e ao volume de fios na ponta. Pode ser curto, longo ou
extralongo.
• Os cabos curtos são indicados para a pintura próxima dos olhos, sobre a
mesa ou nas mãos, em que necessitamos de um conforto visual para a
definição de detalhes e precisão nas pinceladas. Indicados na pintura
decorativa, aquarela, porcelana, guache e outras.
• Os cabos longos atendem às necessidades de longa e média distância na
pintura, em que a apreciação posterior da obra manterá essa mesma
perspectiva. Exemplo: telas em cavaletes.
• Os cabos extralongos são indicados para obras maiores, murais, painéis
e outras propostas, facilitando o acesso à superfície. A apreciação
posterior da obra manterá também essa perspectiva.
Numeração do Pincel
Com tamanhos padronizados de mercado, a leitura da numeração dos pincéis é impressa no cabo.
A leitura é feita em centímetros ou polegadas. Nos pincéis artísticos, a
numeração é comum em centímetros. Nas trinchas, encontramos com
frequência a leitura dos números em polegadas.
A ponta da virola que ancora a cabeleira define o número do pincel
através da leitura da medida do diâmetro, nos pincéis redondos, e da
largura, nos pincéis chatos. O número 0 é o início da grade numérica.
Os números à esquerda diminuem o tamanho do pincel, os números à direita
ampliam o seu tamanho. Exemplos: 000, 00, 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14,
16, 18, 20, 22, 24.
Na linha de pincéis artísticos, os tamanhos mais comuns são do 000 (ou 3/0) ao número 24.